A obesidade é definida como uma doença endócrino-metabólica crônica
caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo corporal, causada por
variados fatores, que podem trazer consequências negativas à saúde da mãe e do
recém-nascido e complicações durante a gestação, o parto e o puerpério. Uma
gestante obesa apresenta um risco maior de desenvolver complicações obstétricas
que podem variar desde um parto pré-maturo ou à necessidade de uma cesárea (em
detrimento do parto normal) a quadros de pré-eclâmpsia, tromboembolismo venoso,
diabetes mellitus gestacional, hipertensão gestacional e infecções puerperais.
Objetivos: Esta pesquisa tem por objetivo principal analisar as principais
complicações obstétricas e neonatais associadas à obesidade materna gestacional a
partir de dados disponíveis no DATASUS. Este trabalho pretende também identificar
os principais fatores de risco associados à obesidade gestacional; descrever os
impactos e as complicações desta condição durante a gestação, o parto e o puerpério
para a mãe e para o recém-nascido; e destacar a atuação dos enfermeiros na
prevenção e manejo das complicações obstétricas associadas à obesidade materna
gestacional. Metodologia: Este trabalho configura um estudo descritivo, de caráter
quantitativo, realizado por meio da coleta de dados obtidos no DATASUS, publicados
em um intervalo de cinco anos entre 2019 e 2024 com dados que possam ser
associados à assistência obstétrica no Brasil. O referencial teórico desta pesquisa foi
construído a partir de uma pesquisa baseada em artigos científicos publicados entre
2015 e 2025 nas bases PubMed e SciELO. Resultados e discussão: Esta pesquisa
demonstra a associação da obesidade materna gestacional com as diversas e
variadas complicações obstétricas e neonatais consequentes da doença, identifica as
principais complicações associadas à patologia e ressalta a importância da atuação
do enfermeiro na prevenção e manejo das complicações obstétricas associadas à
obesidade materna gestacional. Dentre as complicações relacionadas à patologia
estão: o desenvolvimento do diabetes gestacional, hipertensão gestacional, pré-
eclâmpsia, intercorrências cardiovasculares, cesarianas, complicações cirúrgicas
durante o parto; além dos recém-nascidos estarem sujeitos a nascerem com
malformações congênitas, baixo score Apgar, macrossomia, hipoglicemia e, em casos
mais graves, morte neonatal. Conclusão: A obesidade materna durante a gravidez
constitui um grave e preocupante fator de risco para estas mulheres com
consequências adversas para a saúde das mães e dos fetos durante e depois da
gestação. Nesse sentido, os profissionais de saúde desempenham papel essencial
tanto no cuidado quanto no acompanhamento destas gestantes, com intuito de reduzir
estes riscos e contribuir para que estas mulheres tenham uma gravidez mais
saudável. A adoção de estratégias multidisciplinares focadas no controle do peso e
em cuidados pré-natais, por exemplo, contribuem para a redução das complicações
associadas à doença. E em si tratando das contribuições do poder público e do
sistema de saúde para mitigar o problema, políticas públicas que proporcionem a
estas gestantes uma abordagem integral e completa asseguram melhores resultados
para a gestação e pós-parto de mães e fetos