A diástase do reto abdominal (DRA) é uma condição comum no pós-parto, especialmente entre mulheres acima de 35 anos submetidas à cesariana, caracterizada pela separação dos músculos retos abdominais devido ao enfraquecimento da linha alba. A elevada prevalência e suas implicações funcionais, como dor lombar, instabilidade do core e piora da qualidade de vida, justificam o interesse clínico no tema. Diante disso, o objetivo geral deste estudo foi analisar, por meio de revisão integrativa, a atuação da fisioterapia no tratamento da DRA em mulheres acima de 35 anos no pós-parto cesariano, identificando técnicas utilizadas, eficácia das intervenções e lacunas científicas. A metodologia seguiu os critérios da revisão integrativa, utilizando a estratégia PICOS adaptada para definir população, intervenção, comparadores, desfechos e tipo de estudo. A busca foi realizada nas bases PubMed, BVS e PEDro, incluindo artigos publicados entre 2019 e 2025, em português e inglês, com texto completo disponível. Após triagem de 71 estudos, 10 foram selecionados, envolvendo diferentes abordagens fisioterapêuticas, como estabilização do core, exercícios hipopressivos, Pilates, eletroacupuntura, uso de faixas abdominais e exercícios do assoalho pélvico. Os resultados evidenciam que a maioria das intervenções fisioterapêuticas promove redução da distância inter-retal e melhora funcional, embora a eficácia varie conforme o protocolo, supervisão, tempo de tratamento e perfil da paciente. Apesar dos avanços, ainda não há consenso sobre o método mais eficaz, e faltam estudos específicos com mulheres acima de 35 anos pós-cesárea. Conclui-se que a fisioterapia é promissora no manejo da DRA, mas a padronização de protocolos e pesquisas com maior rigor metodológico são essenciais para otimizar a prática clínica.