A gastrite caracteriza-se por um processo inflamatório da mucosa gástrica, frequentemente associado a desregulações dietéticas, estresse oxidativo e infecção por Helicobacter pylori. Considerando a relevância clínica e epidemiológica dessa condição, o objetivo foi analisar o impacto da alimentação na saúde gástrica, destacando estratégias nutricionais eficazes para o controle da gastrite, a fim de promover melhorias na qualidade de vida e no manejo dos sintomas da doença. Foram consultados artigos científicos, livros e documentos técnico normativos publicados nos últimos vinte anos, selecionados conforme pertinência temática e
robustez metodológica. Os achados demonstram que padrões alimentares com elevada densidade de fibras solúveis, compostos bioativos antioxidantes e alimentos funcionais favorecem a modulação da microbiota, a redução de mediadores pró-inflamatórios e a restauração da barreira mucosa. Em contraste, dietas hiperenergéticas, ricas em gorduras
saturadas, substâncias irritantes e produtos ultraprocessados intensificam o estresse gástrico, aumentam a secreção ácida e potencializam lesões epiteliais. Evidenciou-se, ainda, que fatores comportamentais, como irregularidade das refeições, privação de sono, tabagismo e estresse crônico, exercem efeito sinérgico negativo sobre o quadro inflamatório. Conclui-se que a intervenção nutricional, integrada ao manejo clínico e às modificações do estilo de vida,
constitui abordagem essencial para o controle fisiopatológico da gastrite. Recomenda-se que
pesquisas futuras aprofundem as interações entre microbiota intestinal, alimentos funcionais e vias inflamatórias, com vistas ao fortalecimento de práticas nutricionais baseadas em evidências.