O câncer gástrico constitui um relevante problema de saúde pública, apresentando elevada
morbimortalidade e sendo frequentemente diagnosticado em estágios avançados, o que torna a
quimioterapia um componente essencial do tratamento. No entanto, os medicamentos
antineoplásicos possuem alto potencial tóxico, mutagênico e carcinogênico, exigindo rigorosos
protocolos de manipulação segura. Diante desse cenário, este trabalho teve como objetivo analisar
os protocolos de manipulação segura de quimioterápicos utilizados no tratamento do câncer
gástrico, bem como discutir o papel do farmacêutico hospitalar nesse processo. Trata-se de uma
revisão integrativa da literatura, realizada por meio da busca em bases de dados nacionais e
internacionais, como SciELO, LILACS e Google Acadêmico, além de documentos normativos de
órgãos oficiais, incluindo ANVISA, OMS e Conselho Federal de Farmácia. Foram incluídas
publicações no período de 2015 a 2025 que abordassem biossegurança, manipulação de
antineoplásicos e a atuação farmacêutica em oncologia. Os resultados evidenciaram que a adoção
de boas práticas, como o uso de cabines de segurança biológica, Equipamentos de Proteção
Individual, sistemas fechados de manipulação, protocolos padronizados e treinamento contínuo
das equipes, reduz significativamente os riscos ocupacionais e erros de medicação. Além disso, a
atuação clínica e estratégica do farmacêutico hospitalar contribui para a validação de prescrições,
prevenção de interações medicamentosas e promoção da segurança do paciente. Conclui-se que o
farmacêutico hospitalar exerce papel essencial na manipulação segura de quimioterápicos, sendo
fundamental para a qualidade da assistência oncológica, a proteção dos profissionais de saúde e a
eficácia do tratamento.