A Leishmaniose Visceral Canina é uma zoonose de relevância epidemiológica
crescente no Brasil, causada pelo protozoário Leishmania infantum e transmitida por
flebotomíneos do gênero Lutzomyia . Cães são os principais reservatórios
domésticos e, por isso, re presentam papel central na manutenção do ciclo da
doença em áreas urbanas. Este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão de
literatura com foco nos aspectos clínicos, métodos diagnósticos e estratégias de
controle da enfermidade, contribuindo para a sistematização do conhecimento sobre
o tema. O problema central aborda a dificuldade em diagnosticar corretamente a
infecção e conter sua propagação, considerando o aumento da prevalência em
centros urbanos. A metodologia utilizada baseou se em revisão na rrativa de artigos
científicos e documentos técnicos publicados entre os anos de 2016 e 2025,
disponíveis em bases como SciELO, PubMed,e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) Saúde).
Foram selecionadas fontes com abordagem direta à Leishmaniose Visceral Canina,
prior izando publicações em português , inglês e espanhol de acesso aberto. Os
resultados da revisão indicam que a doença apresenta manifestações clínicas
diversas, como emagrecimento, alterações dermatológicas, linfadenomegalia e
nefropatia. Em relação ao diag nóstico, os testes sorológicos como ELISA, RIFI e
DPP® são amplamente utilizados, mas ainda apresentam limitações em
sensibilidade e especificidade. A PCR é considerada o método mais preciso, embora
restrito a laboratórios especializados. Quanto ao control e, as estratégias mais
eficazes envolvem o uso de coleiras repelentes, vacinação, educação em saúde,
vigilância ativa e abordagens intersetoriais com base no conceito “ Saúde Única ”. A
eutanásia de cães positivos continua sendo tema polêmico, com eficác ia
questionável e forte resistência popular. Conclui se que o enfrentamento da
Leishmaniose Visceral Canina requer ações integradas entre profissionais da
medicina veterinária, gestores públicos e sociedade, visando reduzir a prevalência
da infecção e prot eger a saúde coletiva com base em evidências científicas
atualizadas.