O envelhecimento populacional brasileiro avança de forma acelerada, elevando a prevalência de doenças crônicas como a osteoporose, condição marcada pela diminuição da densidade mineral óssea e pelo aumento do risco de fraturas. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, de que forma a fisioterapia contribui para a prevenção e a reabilitação de indivíduos com osteoporose, com foco na funcionalidade, segurança e qualidade de vida. Foi adotada a estratégia PICO para formulação da pergunta norteadora,a busca foi realizada nas bases LILACS, Cochrane, PubMed e PEDro, contemplando artigos publicados entre 2020 e 2025. Foram identificados 176 estudos, dos quais 25 atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados apontam que intervenções fisioterapêuticas baseadas em exercícios de fortalecimento, resistência, equilíbrio e atividades aeróbicas, especialmente quando realizadas em intensidade moderada a alta, demonstram maior impacto na melhora da densidade mineral óssea e na funcionalidade. Também se observou que programas combinados com suplementação (como vitamina D e cálcio) e recursos terapêuticos, como laser de alta intensidade (HILT), apresentam resultados promissores. Além disso, estudos que incorporam educação em saúde e abordagens biopsicossociais evidenciam maior adesão e melhores desfechos. Conclui-se que a fisioterapia desempenha papel essencial no cuidado da osteoporose, contribuindo para a prevenção de agravos, redução de quedas, manutenção da independência e promoção da qualidade de vida, reforçando sua importância dentro das políticas públicas de atenção à pessoa idosa.