O envelhecimento populacional tem provocado aumento expressivo do número de idosos residentes em Instituições de Longa Permanência (ILPIs), contexto no qual a perda da independência funcional se destaca como uma das principais limitações para a qualidade de vida. A fisioterapia desempenha papel essencial na prevenção, manutenção e reabilitação da capacidade funcional desses indivíduos, atuando sobre aspectos motores, cognitivos e psicossociais. Este estudo, desenvolvido por meio de revisão integrativa da literatura, analisou publicações nacionais e internacionais, selecionadas nas bases LILACS, BVS, MEDLINE e SciELO, entre 2015 e 2025, envolvendo os descritores “Fisioterapia”, “Instituições de longa permanência” e “Atividades de vida diárias básicas”. Dos 57 estudos inicialmente identificados,
13 atenderam aos critérios de elegibilidade. Os resultados apontam que o processo de institucionalização, associado à presença de comorbidades e ao sedentarismo, contribui para o declínio funcional, influenciando negativamente a autonomia. Entretanto, intervenções fisioterapêuticas estruturadas, como fortalecimento muscular, treino de equilíbrio, atividades em grupo, exercícios cognitivo-motores, hidroterapia e cinesioterapia, demonstraram impacto significativo na promoção da independência e na redução do risco de quedas. Também foi observada melhora em aspectos emocionais, autoestima, humor e interação social. Apesar dos avanços, os estudos evidenciam limitações metodológicas que restringem comparações mais robustas, indicando a necessidade de pesquisas multicêntricas e longitudinais. Conclui-se que a fisioterapia exerce papel fundamental para garantir autonomia, funcionalidade e qualidade de vida de idosos institucionalizados, sendo indispensável a implementação de programas contínuos e integrados ao cuidado multiprofissional.