O presente estudo investigou a relação entre dietas restritivas e compulsão alimentar, abordando fatores fisiológicos, psicológicos e socioculturais envolvidos nesse fenômeno. As dietas restritivas, caracterizadas pela limitação calórica severa ou exclusão de grupos alimentares, mostraram-se gatilhos significativos para episódios de compulsão, devido a alterações metabólicas, hormonais e nutricionais. Aspectos psicológicos, como culpa, frustração, baixa autoestima e pensamento dicotômico, reforçam o ciclo de restrição e excesso, agravando o sofrimento emocional. Fatores sociais e culturais, incluindo pressões midiáticas, internalização de padrões estéticos e desigualdade no acesso a alimentos saudáveis, contribuem para a manutenção desse comportamento alimentar disfuncional. Objetivo: A pesquisa, então, objetivou analisar a relação entre dietas restritivas e compulsão alimentar, considerando aspectos fisiológicos, psicológicos e socioculturais. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter explicativo e descritivo, baseada em revisão bibliográfica e documental de estudos nacionais e internacionais sobre o tema. Resultados: Evidenciou-se que intervenções nutricionais flexíveis, centradas na reeducação alimentar e na consciência alimentar, promovem redução da compulsão e melhor qualidade de vida. A análise sugere que abordagens integradas, que considerem dimensões biopsicossociais, são fundamentais para prevenção e tratamento eficazes. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas que promovam hábitos alimentares equilibrados, combata a glorificação de dietas restritivas e estimule práticas de autoestima e regulação emocional. Considerações finais: Conclui-se que a compreensão ampla do fenômeno permite a formulação de estratégias sustentáveis, humanizadas e efetivas, promovendo saúde integral e mitigando riscos de transtornos alimentares.