Este estudo analisa os transtornos parafílicos no contexto do sistema prisional brasileiro, enfatizando como o estigma, a desinformação e a ausência de políticas públicas de saúde mental dificultam o acesso ao tratamento psicológico desses indivíduos. Com base no DSM-5-TR, estabelece-se a distinção conceitual entre parafilia e transtorno parafílico, destacando que apenas há transtorno quando o comportamento sexual atípico provoca sofrimento clinicamente significativo, prejuízo funcional ou risco de dano a terceiros. A revisão bibliográfica demonstra que, apesar dos avanços diagnósticos, a compreensão social e institucional sobre a sexualidade desviante permanece influenciada por valores morais, discursos patologizantes e práticas punitivas. Autores como Goffman, De Block, Adriaens e Boer evidenciam que a construção do “desvio sexual” resulta de processos históricos que associam normas culturais à rotulação psiquiátrica, contribuindo para a marginalização de pessoas com interesses sexuais atípicos, sobretudo em instituições totais como o sistema prisional. Observa-se que a lógica repressiva das prisões, somada à falta de capacitação profissional e à inexistência de programas terapêuticos estruturados, reforça o ciclo de exclusão, invisibilidade clínica e reincidência. Conclui-se que o manejo ético e eficaz dos transtornos parafílicos exige articulação entre critérios técnicos do DSM-5-TR, abordagem humanizada, políticas públicas robustas e práticas psicológicas baseadas em direitos humanos, visando redução de danos, responsabilização e reintegração social.
Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: PSICOLOGIA
Ano: 2025
Cutter: S729t
Publicação: 30-03-2026
Nº Páginas: 21
Autores:Bruna Rafaela de Azevedo Souza (gustavo09amaro@gmail.com)
JOSÉ EDSON DE SOUZA (---)
Palavras-Chave: - DSM-5-TR
- Estigma
- SAÚDE MENTAL
- SISTEMA PRISIONAL
- Transtornos parafílicos
Keywords: - DSM-5
- Mental health
- Paraphilic disorders
- PRISON SYSTEM
- Stigma