A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) configura-se como uma condição
respiratória progressiva, associada a elevada morbimortalidade e impacto significativo na
funcionalidade e qualidade de vida. A fisioterapia respiratória tem se consolidado como
intervenção essencial, visando a melhora da função pulmonar, aumento da capacidade
funcional, força muscular inspiratória e periférica, redução da dispneia e melhora da qualidade
de vida. Este trabalho teve como objetivo revisar e analisar evidências recentes sobre a
eficácia de intervenções fisioterapêuticas, incluindo treinamento muscular inspiratório (TMI),
reabilitação pulmonar estruturada, fortalecimento periférico e educação em saúde, em
pacientes com DPOC. Foi realizada uma revisão integrativa nas bases PubMed, SciELO,
LILACS e Google Acadêmico, incluindo 14 estudos publicados entre 2023 e 2025, que
abordaram intervenções fisioterapêuticas em pacientes com DPOC. Os resultados mostraram
que o TMI aumenta a força respiratória e reduz a dispneia, enquanto a reabilitação pulmonar
estruturada melhora a tolerância ao exercício e a qualidade de vida. O fortalecimento
muscular periférico contribui para o desempenho funcional e autonomia dos pacientes.
Estudos recentes indicam ganhos de até 35% na força inspiratória, 25% na resistência
muscular periférica e redução de 20 a 40% na dispneia percebida. A capacitação profissional e
a adesão dos pacientes são determinantes para o sucesso das intervenções. Em síntese, a
fisioterapia respiratória aplicada de forma estruturada e individualizada, combinando TMI,
fortalecimento muscular periférico, cinesioterapia respiratória e educação em saúde, promove
melhorias significativas na função respiratória, capacidade funcional e qualidade de vida,
consolidando-se como componente indispensável no manejo da DPOC.