Introdução: O eixo microbiota-intestino-cérebro tem se destacado como um dos principais mediadores na relação entre alimentação e saúde mental. Alterações na composição da microbiota intestinal influenciam a produção de neurotransmissores, hormônios e marcadores inflamatórios, impactando diretamente no desenvolvimento e no tratamento da depressão. Objetivo: Investigar, por meio de revisão de literatura, a influência da alimentação na modulação da microbiota intestinal e sua relação com sintomas depressivos em mulheres jovens adultas no Brasil. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura narrativa, realizada entre os meses de maio e setembro de 2025. Foram selecionados artigos publicados entre 2015 e 2025 nas base de dados PubMed, SciELO e Science Direct, em português e inglês. Utilizaram-se descritores como: depressão, transtorno depressivo maior, mulheres jovens adultas, microbiota intestinal, eixo intestino-cérebro, alimentação e intervenção nutricional. Resultados: Os estudos analisados apontam que a modulação positiva da microbiota intestinal, por meio de padrões alimentares ricos em fibras, frutas, vegetais, alimentos fermentados, probióticos e prebióticos, está associada à redução de marcadores inflamatórios, aumento da diversidade microbiana e síntese de neurotransmissores como serotonina e GABA. Em contrapartida, dietas ricas em alimentos ultraprocessados mostraram-se associadas a desequilíbrios microbianos e maior prevalência de sintomas depressivos. Conclusão: Conclui-se que estratégias nutricionais voltadas para a modulação da microbiota intestinal configuram-se como ferramentas promissoras no tratamento adjuvante e prevenção do Transtorno Depressivo Maior em mulheres jovens adultas. Ressalta-se, contudo, a necessidade de mais estudos longitudinais e ensaios clínicos para consolidar a aplicabilidade dessas intervenções no contexto brasileiro