A adesão às estratégias de prevenção do HIV, como a profilaxia pré-exposição
(PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP), entre os jovens, é essencial para o controle da
epidemia. No entanto, diversos fatores obstaculizam a implementação efetiva dessas medidas,
incluindo o estigma, a falta de informação, o despreparo dos profissionais de saúde e
desigualdades de acesso. Essas barreiras comprometem o acolhimento, a continuidade do
cuidado e a utilização adequada dessas estratégias, tornando fundamental investir em ações que
promovam o conhecimento, o respeito e a humanização nos serviços de saúde.Objetivo:
Analisar as estratégias de promoção da adesão à PrEP e PEP entre jovens, identificando
barreiras, desafios e possibilidades de aprimoramento nas práticas de cuidado, com foco na
atuação dos profissionais de saúde, especialmente da enfermagem, para garantir um
atendimento mais acessível, humanizado e eficaz.Metodologia: Foi realizada uma revisão
integrativa da literatura, analisando estudos publicados entre 2022 e 2025 nas bases SciELO,
LILACS, PubMed e outras, priorizando publicações que abordaram experiências, práticas,
obstáculos e estratégias voltadas à prevenção do HIV entre jovens. Foram considerados
elementos teóricos, experiências de intervenção e análises de políticas públicas que
contribuíram para compreender o cenário atual e as perspectivas de fortalecimento das ações de
saúde.Resultados e Discussão: Os estudos revelam que, embora haja avanços na ampliação do
acesso à PrEP e PEP, persistem dificuldades relacionadas ao desconhecimento, estigma social,
resistência de profissionais de saúde e desigualdades regionais. A adoção de estratégias
digitais, teleatendimento, apoio entre pares e ações educativas tem se mostrado eficaz na
redução de barreiras, promovendo maior aceitação e adesão às profilaxias. A formação
continuada dos profissionais, o acolhimento humanizado e a utilização de tecnologias de
comunicação podem fortalecer a relação de confiança, facilitando a busca por orientação e o
uso consistente das medidas profiláticas.Considerações finais: A atuação dos profissionais de
saúde, especialmente da enfermagem, é fundamental para ampliar o acesso, reduzir o estigma e
promover a adesão às estratégias de prevenção ao HIV entre jovens. Investimentos em
capacitação, abordagens humanizadas e políticas públicas inclusivas são essenciais para superar
as barreiras sociais e institucionais, garantindo um cuidado mais equitativo, eficaz e respeitoso.
A construção de ambientes acolhedores, a valorização da autonomia dos jovens e a
implementação de ações inovadoras contribuem para o fortalecimento da prevenção e para a
promoção da saúde sexual e reprodutiva, promovendo o direito de todos a uma vida livre do
HIV.