Policiais militares passam por diversas situações de violência contínua dentro
de vários contextos, e essa exposição recorrente pode levar a vários prejuízos na vida
interpessoal, familiar e profissional. O presente trabalho de conclusão de curso tem
como objetivo analisar os impactos da exposição contínua a violência na saúde mental
dos policiais militares. Trata-se de um estudo de uma revisão de literatura, que reúne
e examina produções científicas publicadas entre 2015 a 2025, obtidas nas bases de
dados SciELO (Scientific Electronic Library Online), BVS (Biblioteca Virtual em saúde),
PubMed (Public Medical Database) e PePsic (Periódicos Eletrônicos em Psicologia),
utilizando os descritores policiais militares, saúde mental, exposição à violência,
estresse ocupacional, trabalho policial e polícia militar. Os critérios de inclusão
envolveram estudos originais, transversais, longitudinais ou experimentais que
abordassem especificamente policiais militares. Os resultados apontam fatores como
estresse ocupacional, sobrecarga de trabalho, estrutura hierárquica rígida, ausência
de políticas institucionais voltadas à saúde mental e estigma em torno do sofrimento
psíquico estão entre as principais causas do adoecimento psicológico nessa
categoria. Foram identificadas prevalências significativas de transtornos de
ansiedade, depressão, burnout, estresse pós-traumático e ideação suicida,
associadas a condições laborais adversas e carência de suporte psicológico. Conclui-
se que há uma necessidade urgente de implementação de estratégias voltadas ao
cuidado, acolhimento e prevenção voltada aos policiais militares, bem como o
fortalecimento de políticas públicas que promovam qualidade de vida e bem estar
emocional desses profissionais, contribuindo para a valorização e humanização da
atividade policial.