A harmonização facial tem se consolidado como uma das práticas mais procuradas na estética contemporânea, impulsionada pelos avanços tecnológicos, pela busca por procedimentos minimamente invasivos e pela valorização da imagem pessoal. Este estudo teve como objetivo analisar a capacitação profissional e a regulamentação da harmonização facial no Brasil, destacando desafios e responsabilidades das diferentes categorias da área da saúde envolvidas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, baseada em revisão bibliográfica e documental, realizada entre março e agosto de 2025. Foram selecionados 12 artigos e publicações científicas nas bases Medline (PubMed), SciELO e BVS, além de livros, e-books, legislações e documentos oficiais. Também foram consultados repositórios científicos nacionais e internacionais, bem como sites de conselhos profissionais e órgãos reguladores. Os resultados apontam que a harmonização facial é um campo interdisciplinar que envolve médicos, cirurgiões-dentistas, biomédicos, fisioterapeutas, farmacêuticos, enfermeiros, biólogos e esteticistas, cada qual com regulamentações específicas. Persistem, contudo, lacunas na formação e divergências quanto aos limites de atuação, o que evidencia a necessidade de maior padronização e fiscalização para garantir segurança e qualidade nos procedimentos. Conclui-se que a prática da harmonização facial requer sólida formação técnica, atualização contínua e observância das normas éticas e legais. O fortalecimento das políticas educacionais e regulamentares é essencial para assegurar uma atuação profissional responsável e segura.