A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um dos principais fatores de risco cardiovasculares modificáveis e representa um grave problema de saúde pública mundial. Entre as intervenções não farmacológicas recomendadas para seu controle, o exercício físico apresenta efeitos amplamente documentados na redução da pressão arterial e na melhora da modulação autonômica. Nesse contexto, diferentes modalidades de treinamento aeróbio, resistido e isométrico têm sido investigadas com o objetivo de identificar quais estratégias são mais eficazes para a redução pressórica e a melhora global da saúde cardiovascular. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, os efeitos hipotensores das três modalidades de exercício em indivíduos hipertensos, pré-hipertensos e populações clinicamente vulneráveis. A busca foi realizada entre agosto e novembro de 2025 nas bases BVS, PubMed/Medline, SciELO e Google Acadêmico, utilizando descritores em português e inglês relacionados à hipertensão arterial, controle pressórico e modalidades de treinamento físico. Foram incluídos ensaios clínicos publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas portugueses ou inglês, disponíveis gratuitamente e que investigassem intervenções aeróbias, resistidas ou isométricas sobre a pressão arterial. Após análise de títulos, resumos e textos completos, sete estudos atenderam aos critérios de elegibilidade. Os resultados demonstraram que o treinamento isométrico, especialmente o de preensão manual, promoveu melhorias consistentes na modulação autonômica, com redução da atividade simpática, aumento da atividade parassimpática e diminuição da pressão arterial sistólica e diastólica em diferentes populações. O exercício aeróbio apresentou forte eficácia hipotensora, com reduções significativas da pressão arterial em intervenções de médio prazo. Já o treinamento resistido dinâmico mostrou benefícios complementares, como melhora do perfil lipídico, aumento de força muscular e aprimoramento da capacidade cardiorrespiratória, embora nem sempre tenha promovido reduções pressóricas significativas. De modo geral, os estudos apontaram que o exercício isométrico, aeróbio e resistido desempenham papéis distintos e complementares no manejo não farmacológico da hipertensão arterial. Conclui-se que o treinamento isométrico se destaca como uma intervenção acessível, segura e eficaz, enquanto o exercício aeróbio mantém forte evidência para redução da pressão arterial e o treinamento resistido contribui para adaptações metabólicas e funcionais relevantes. Apesar dos achados positivos, recomenda-se a realização de pesquisas com amostras maiores, intervenções prolongadas e controle metodológico rigoroso para aprofundar a compreensão dos mecanismos envolvidos. Os dados analisados reforçam a importância do exercício físico como ferramenta fundamental para o controle da pressão arterial e para a promoção da saúde cardiovascular.