A seletividade alimentar (SA), ou, o transtorno alimentar seletivo (TAS), é uma condição
característica que afeta principalmente o público infantil, com comportamentos típicos como:
desinteresse por novos alimentos, recusa alimentar ou falta de apetite, ainda mais na fase da
primeira infância, já que nessa etapa da vida, conhecer os diferentes tipos de alimentos
existentes através da exploração de três sentidos: olfato, paladar e tato, pode apresentar
dificuldades na realização correta da introdução alimentar. Após o período de amamentação
exclusiva (até os seis meses), o infante por meio da IA (Introdução Alimentar) constrói o seu
paladar que o acompanhará até a vida adulta. Quando há pouca ou nenhuma oferta desse tipo
de alimentação saudável e nutritiva, a criança torna-se a maior prejudicada em termos de
saúde, podendo desenvolver transtornos, traumas, maus hábitos, deficiências nutricionais,
depleção proteica, desnutrição ou doenças crônicas não transmissíveis. De modo semelhante,
as crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA), em grande maioria, são
as que mais costumam apresentar as três características principais de SAI (Seletividade
Alimentar Infantil) citadas no texto, pelo fato de possuírem características próprias
consequentes do autismo. Devido aos riscos identificados decorrentes de uma má
alimentação, este artigo de revisão possui o objetivo de contribuir para com a sociedade, através de estudos, dados e pesquisas científicas, compreendendo a urgência necessária de
correção à alimentação da criança diagnosticada com TAS/SAI, em seu lar com sua família,
nos ambientes escolares e recorrendo ao tratamento nutricional realizado com nutricionistas,
terapeutas e demais profissionais da área da saúde, proporcionando assim, uma melhor
qualidade de vida e resultando em uma sociedade brasileira com maior acesso e
disponibilidade à saúde.