Embora geralmente associado a idosos, o Acidente Vascular Encefálico (AVE) em jovens adultos tem sido cada vez mais frequente. Suas repercussões são importantes, por esses jovens estarem inseridos na fase produtiva e de integração social. Sendo assim, é indispensável que esse público receba estratégias de cuidado que não apenas tratem das deficiências motoras, mas também promovam a funcionalidade, autonomia e inclusão social. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa, as repercussões corporais e funcionais de jovens adultos pós AVE isquêmico, assim como tratamentos fisioterapêuticos. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, Scielo, Pedro, BVS, CAPES, LILACS, BDTD e RSD journal, contemplando publicações entre 2020 e 2025. Identificaram-se 1.616 artigos, dos quais 21 atenderam aos critérios de inclusão e foram analisados na íntegra. As pesquisas indicaram que o AVE isquêmico em jovens adultos está fortemente ligado a fatores de risco modificáveis, como obesidade, tabagismo, má alimentação e hipertensão. Foi observado uma alta prevalência de déficits motores, sensoriais e cognitivos, o que levou a uma significativa incapacidade funcional e restrição na participação social. Intervenções fisioterapeutas como treino orientado a tarefas, fortalecimento, exercícios aeróbicos e, até mesmo, realidade virtual, demonstraram eficácia significativa na melhora da capacidade funcional e qualidade de vida. Os achados evidenciaram lacunas importantes na literatura para a população específica de jo-vens adultos pós AVE isquêmico, entretanto, foi possível analisar repercussões significativas como a não autonomia nas Atividades de vida diárias (AVDs), na dificuldade de inclusão nas atividades laborais e uma restrição na participação social. Contudo, existem barreiras como baixa frequência de atendimentos e dificuldade de acesso aos serviços comprometem a continuidade da reabilitação.