O fenômeno do abuso de álcool representa uma das maiores preocupações em saúde pública no mundo, estando associado a uma série de eventos problemáticos, sendo o principal causador de acidentes e mortes no trânsito. O alcoolismo se encaixa em um cenário múltiplo, que envolve desde fatores genéticos à fatores biopsicossociais para seu desenvolvimento ao longo da vida. Outra grande questão é que pessoas com Transtorno de Uso de Álcool se recusam a admitir sua dependência, o que caracteriza uma condição conhecida como sintoma de negação, com grande repercussão terapêutica, impedindo-o de buscar tratamento, dificultando o enfrentamento, comprometendo a saúde física, o bem-estar emocional e o comportamento do indivíduo, além de ocasionar conflitos no ambiente familiar. O entendimento e o apoio profissional são essenciais para romper esse ciclo, possibilitando a adoção de medidas eficazes para lidar com a situação. Diante disso, este trabalho objetiva investigar o fenômeno da negação como um sintoma do Transtorno por Uso de Álcool e como ele interfere na vida do dependente, na dinâmica familiar e social. O foco da pesquisa está centrado na compreensão dos efeitos dessa negação: como ela impede o enfrentamento da condição e intensifica o sofrimento psíquico de todos os envolvidos. A escolha da temática se deu pela alta prevalência do consumo de álcool na sociedade e pela banalização do uso dessa substância, uma vez que se trata de uma droga legalizada e amplamente aceita socialmente. Para alcançar esses propósitos, realizamos um estudo bibliográfico e qualitativo, com pesquisa nas principais bases de dados eletrônicas BVS, MEDLINE e SCIELO (2005 - 2025). A identificação e seleção dos estudos se deu por meio da metodologia PRISMA conforme as seguintes etapas: identificação, seleção, elegibilidade e inclusão. Dentre os resultados do estudo, cabe destacar que o Manual da Organização Mundial da Saúde e a Classificação Internacional das Doenças apresentam a “Síndrome de Dependência do Álcool” como uso inequívoco, com agentes nocivos que acarretam danos físicos, mentais e sociais ligados a dependência pela substância; além disso, podem interferir no lobo frontal ocasionando impactos cognitivos, déficits e declínios de funções neurológicos, alterações no estado de consciência que acabam interferindo nos contextos social e familiar, aumentando o índice de comorbidades e mortes prematuras. Nesse cenário, é destaque a dependência química e a negação como um dos principais obstáculos para o processo de aceitação e tratamento da doença, dificultando o processo de recuperação do indivíduo. O estudo evidencia a efetividade da Terapia Cognitivo-Comportamental de Beck que consiste em identificar e modificar padrões de pensamento e comportamentos negativos para que o indivíduo aprenda a lidar com gatilhos, reações emocionais e possa desenvolver um estilo de vida mais saudável, reduzindo o risco de recaídas, internalizando e desenvolvendo a longo prazo a autoconsciência sobre seu estado de saúde.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: PSICOLOGIA
Ano: 2025
Cutter: A773n
Publicação: 27-04-2026
Nº Páginas: 21
Autores:
MARIA LUIZA ALVES ARRAIS (---)

Orientadores: 
Esp. ADRIANA ROMÃO MOREIRA DE SOUZA (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Alcoolismo
  • Dependência
  • Negação
  • Psicologia baseada em evidências
  • Transtorno por abuso de álcool
Keywords: 
  • Addiction
  • Alcohol abuse disorder
  • Alcoholism
  • Denial
  • Evidence-based psychology