O câncer é uma das principais causas de morbimortalidade, representando não apenas uma condição biológica, mas também um fenômeno que afeta profundamente as dimensões emocionais, sociais e familiares do indivíduo. A pesquisa teve como objetivo compreender a atuação da enfermagem no processo de reabilitação de pacientes oncológicos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados LILACS, BDENF, Medline e PubMed, publicados entre os anos 2016 a 2025, disponíveis na íntegra e que respondessem a seguinte pergunta norteadora: quais as ações dos enfermeiros no processo de reabilitação de pacientes oncológicos? Foram utilizados os descritores controlados Oncologia, Enfermagem em Reabilitação e Cuidados de Enfermagem, sendo empregado o operado boleano AND. Foram incluídos artigos publicados em português e inglês, disponíveis na íntegra e excluídos teses, dissertações, resumos, resenhas e relatos de experiência. Os dados foram organizados e analisados de forma qualitativa. A busca nas bases de dados identificou 381 estudos, dos quais, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados sete artigos. Os achados evidenciam que a reabilitação oncológica é um processo contínuo e multidimensional, abrangendo aspectos físicos, emocionais e psicossociais. Nesse contexto, o enfermeiro exerce papel fundamental ao identificar demandas individuais, promover educação em saúde, oferecer suporte emocional e favorecer a autonomia e reintegração do paciente. Também se destacou a importância do trabalho interdisciplinar e da comunicação efetiva entre equipes, além da relevância de estratégias estruturadas de cuidado para pacientes e familiares. Conclui-se que a enfermagem exerce influência significativa na reabilitação oncológica, contribuindo para o bem-estar global dos pacientes e para a qualidade do cuidado oferecido. A atuação humanizada, técnica e interdisciplinar do enfermeiro favorece uma recuperação mais completa e fortalece o enfrentamento diante do câncer.