Intoxicações por plantas tóxicas têm se destacado por sua ampla presença em ambientes urbanos e rurais e, principalmente, pelo desconhecimento sobre sua toxicidade. Esse estudo teve como objetivo caracterizar o perfil epidemiológico dos casos de intoxicação por plantas tóxicas no Brasil entre os biênios de 2013-2014 e 2023-2024 a partir dos dados disponíveis no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Trata-se de um estudo descritivo, de natureza quantitativa e caráter retrospectivo, baseado na análise de dados secundários. Os dados recolhidos do SINAN apontam que, para ambos os biênios, os principais grupos atingidos foram crianças de 1 a 4 anos (2013-2014: n= 466; 32,82%; 2023-2024: n= 569; 29,19%), sexo masculino (2013-2014: n= 763; 53,73%; 2023-2024: n= 1.170; 60,03%) e pardos (2013-2014: n= 473; 33,31%; 2023-2024: n= 865; 44,38%). A maior parte das notificações concentram-se nas regiões Sudeste (2013-2014: n= 504; 35,49%; 2023-2024: n= 511; 26,22%) e Sul (2013-2014: n= 270; 19,01%; 2023-2024: n= 682; 34,99%). As intoxicações ocorreram principalmente de forma aguda - única (2013-2014: n= 1.116; 78,59%; 2023-2024: n= 1.577; 80,91%). Ainda, a maioria dos casos foram confirmados clinicamente (2013-2014: n= 938; 66,06%; 2023-2024: n= 1.283; 65,86%) e evoluíram para cura sem sequelas (2013-2014: n= 1.220; 85,95%; 2023-2024: n= 1.949; 85,16%). Os dados desse estudo relevam uma evolução no perfil epidemiológico, destacando possíveis padrões existentes no cenário nacional e a necessidade de propostas de intervenções educativas, assistenciais e regulatórias.