Este artigo analisa as aproximações e distanciamentos entre o Sacramento da Penitência da Igreja Católica e o atendimento psicoterapêutico, tendo como eixo teórico a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) de Carl Rogers. Partindo da constatação de que, antes do surgimento da psicanálise, o confessionário representava um dos poucos espaços institucionais de escuta individual, a pesquisa revisita aspectos históricos, teológicos e psicológicos que sustentam ambas as práticas. Foram discutidos elementos comuns, como a fala, o sigilo e a busca por alívio, bem como as diferenças quanto aos fundamentos epistemológicos, às finalidades e ao papel do mediador (sacerdote ou psicoterapeuta). A análise permitiu identificar que, embora guardem paralelos estruturais, as duas práticas respondem a lógicas distintas: a confissão busca a reconciliação com o divino, enquanto a psicoterapia prioriza a autonomia e o crescimento pessoal. Conclui-se que o reconhecimento dessas convergências e diferenças contribui para um diálogo interdisciplinar mais robusto, capaz de promover um cuidado integral que considere simultaneamente as dimensões psíquicas e espirituais do sofrimento humano.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: PSICOLOGIA
Ano: 2025
Cutter: S729c
Publicação: 19-02-2026
Nº Páginas: 26
Autores:
LUIZ ALIPIO DE SOUZA NETO (---)

Orientadores: 
M.Sc. VALERIA ELIAS ARAUJO (Lattes)

Palavras-Chave: 
  • Abordagem Centrada na Pessoa
  • CLÍNICA
  • confissão
  • Psicoterapia
  • Saúde integral
Keywords: 
  • CLINIC
  • confession
  • Integral Health
  • Person-Centered Approach
  • Psychotherapy