Este estudo examinou a situação epidemiológica da hanseníase no Brasil de 2019 a 2024, levando em conta aspectos sociais, restrições do sistema de informação e estratégias de organização dos serviços de saúde no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). Este é um estudo observacional, com desenho ecológico e séries temporais, que utiliza dados secundários do SINAN. Esses dados são complementados por uma revisão da literatura nacional e internacional, incluindo a Estratégia Global da OMS para 2021-2030. Os resultados mostraram que a hanseníase continua sendo um significativo problema de saúde pública, caracterizado por diagnósticos tardios, alta incidência de casos multibacilares e elevado risco de incapacidades físicas. Mesmo que a cobertura da APS tenha sido ampliada, ainda existem fragilidades de natureza estrutural, operacional e cultural que impedem a descentralização das ações. Estes desafios incluem a centralização do atendimento em serviços de referência, alta rotatividade de profissionais, falta de insumos e exames, além do estigma social. Conclui-se que o controle da hanseníase requer a combinação de avanços biomédicos, políticas públicas eficientes e ações para reduzir o estigma garantindo assim o diagnóstico precoce, a adesão ao tratamento e atenção integral às populações vulneráveis, alinhando-se à meta de “zero hanseníase”.
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: ENFERMAGEM 
Ano: 2025
Cutter: S586d
Publicação: 13-05-2026
Nº Páginas: 29
Autores:
Edilene Maria de Paiva (edpaiva420@gmail.com)

LUANA BORGES DA SILVA (---)

Orientadores: 
Esp. Waléria Aparecida Souza Prado (Lattes)

Palavras-Chave: 
  •  Hanseníase
  •  vigilância  epidemiológica;
  • Atenção primária à saúde
  • Descentralização
  • Políticas Públicas
Keywords: 
  • Decentralization
  • Epidemiological  Surveillance
  • Leprosy
  • Primary Health Care
  • Public Policies