A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações emocionais e pela
crescente inserção de tecnologias digitais no cotidiano, especialmente das redes
sociais. Este estudo teve como objetivo compreender de que maneira o uso excessivo
das redes sociais pode prejudicar a saúde mental de adolescentes e quais orientações
de enfrentamento têm sido descritas para minimizar esses impactos. Trata-se de uma
revisão integrativa de natureza qualitativa, realizada nas bases SciELO, PubMed e
LILACS, utilizando os descritores “redes sociais”, “saúde mental” e “adolescentes”, em
português e inglês, contemplando publicações entre 2020 e 2025. Foram incluídos
oito estudos empíricos que abordavam diretamente a relação entre uso de redes
sociais e sintomas emocionais, como ansiedade, depressão, estresse, solidão, baixa
autoestima e uso problemático. Os resultados apontaram padrões de uso
caracterizados por alto tempo de conexão, múltiplas plataformas, comparação social
intensa e experiências negativas nas redes, associados ao aumento de sofrimento
psíquico e a prejuízos comportamentais, como dificuldades acadêmicas, distúrbios do
sono, conflitos online e sensação de dependência. Observou-se ainda que as
orientações de enfrentamento descritas nos estudos concentram-se em estratégias
de redução de danos digitais, incluindo limitação do tempo de uso, pausas
programadas, desativação de notificações e maior mediação familiar, embora ainda
haja escassez de protocolos estruturados. Conclui-se que o uso excessivo e
qualitativamente arriscado das redes sociais configura um fator relevante de vulnerabilidade emocional na adolescência, indicando a necessidade de ações
preventivas e de promoção de uso consciente em contextos de saúde, educação e
políticas públicas no contexto brasileiro e internacional contemporâneo.