Este trabalho propôs o restauro e reuso adaptativo de um conjunto de galpões portuários
em ruínas, localizados no Conjunto Histórico e Paisagístico de Parnaíba-PI, por meio de
sua transformação em um museu imersivo dedicado à fotografia. A pesquisa partiu do
princípio de que o patrimônio arquitetônico deve ir além da conservação material, sendo
ressignificado como espaço vivo. Nesse sentido, o museu concebido uniu exposições
imersivas, que trabalham elementos sensoriais e interativos, articulando memória e
experiência. Com isso, a proposta buscou enfrentar o abandono de parte do acervo
arquitetônico tombado da cidade, resgatando o valor simbólico e funcional dessas
edificações. A metodologia adotada é de natureza aplicada, com abordagem qualitativa
e quantitativa, envolvendo pesquisa bibliográfica e documental, análise de casos
semelhantes, pesquisa de campo, e levantamento técnico. No campo teórico, o trabalho
abordou conceitos de patrimônio, museologia, exposições imersivas e fotografia, além de
diretrizes legais nacionais e internacionais para a preservação do patrimônio. A partir
disso, a análise de referências e o diagnóstico do estado de conservação dos galpões
sustentaram o desenvolvimento do anteprojeto arquitetônico, que integrou a linguagem
original dos edifícios às estratégias museográficas contemporâneas. Dessa forma, a
proposta respondeu ao déficit de equipamentos culturais no estado do Piauí e buscou
reativar social, cultural e economicamente uma área de alto valor histórico e simbólico.
Por fim, ao unir Preservação Patrimonial, Memória Urbana e Inovação Museológica, o
projeto reafirmou o papel da cultura como força vital na regeneração urbana, no
fortalecimento da identidade local e no estímulo à economia criativa.