Este artigo analisa a influência das tecnologias digitais nos processos de ensino-aprendizagem da educação básica, buscando compreender em que medida esses recursos contribuem para o engajamento dos estudantes, a personalização da aprendizagem e o desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras. O problema central investigado consiste em identificar como as ferramentas digitais afetam o aprendizado e quais desafios emergem de sua integração ao ambiente escolar, considerando especialmente a desigualdade de acesso, às limitações estruturais e a formação docente. A justificativa para o estudo fundamenta-se no cenário contemporâneo marcado pela intensificação do uso de tecnologias, sobretudo após a pandemia de COVID-19, período em que as escolas precisaram reconfigurar suas práticas para garantir a continuidade da educação.A pesquisa apoia-se em referenciais teóricos de autores como Moran (2015), Lévy (1999), Prensky (2001), Marco Silva (2012) e Edgar Morin (2000), que discutem temas como interatividade, cibercultura, inteligência coletiva, diferenças geracionais e complexidade na educação. Essas contribuições evidenciam que o uso pedagógico das tecnologias deve ir além da simples transposição de conteúdos para ambientes digitais, exigindo planejamento crítico, práticas colaborativas e promoção da autonomia dos estudantes.A metodologia adotada consiste em uma revisão de literatura qualitativa, baseada na análise crítica de artigos, obras e estudos atuais sobre o tema. Os resultados indicam que as tecnologias digitais, quando integradas de maneira planejada e acompanhadas por formação docente contínua, têm potencial para fortalecer o engajamento, ampliar a interatividade e promover aprendizagens mais significativas. Constatou-se também que tais recursos não substituem o ensino presencial, mas funcionam como instrumentos complementares que enriquecem o processo educativo e contribuem para a formação de sujeitos críticos, participativos e preparados para os desafios da sociedade digital.