O camarão é um alimento de grande relevância tanto do ponto de vista econômico quanto
nutricional, amplamente consumido no Brasil, especialmente na região Nordeste. No entanto,
por ser um produto altamente perecível, sua qualidade depende diretamente da forma que é
realizado a manipulação, armazenamento e comercialização. Este estudo teve como objetivo
avaliar as práticas de higiene e segurança adotadas, formas de conservação, bem como as
características sensoriais do camarão vendido em mercados públicos e feiras livres na cidade
do Recife, em Pernambuco. Para isso, as coletas foram feitas em quatro mercados diferentes:
Mercado Público de Afogados, Feira livre no Pina, Mercado de São José e Mercado da
Madalena. Durante a análise, buscou-se observar o uso de equipamentos de proteção individual
(EPIs), conservação adequada, a limpeza dos recipientes utilizados para armazenamento e
também as características sensoriais do alimento. Os resultados apontam que as condições de conservação precárias, com temperaturas variando entre 11,9 °C e 24,9 °C, além da ausência de
equipamentos de proteção individual, falhas na higienização adequada em vários locais, assim
como sinais de deterioração, como cabeças com coloração avermelhada e a presença de
melanose. Com isso ficou evidente que as práticas adotadas não estão de acordo com as normas sanitárias vigentes, representando um risco à saúde pública. Assim sendo necessário reforçar a fiscalização, capacitar manipuladores, a fim de promover a adoção de boas práticas, garantindo um produto seguro e de melhor qualidade para o consumidor.