Alucinações auditivas são a condição mais frequente nos transtornos mentais, sendo a audioverbal uma forma complexa na qual o paciente escuta vozes sem qualquer estímulo real. Enquanto uma experiência vivencial, tal fenômeno é altamente estigmatizado e excludente. Olhar para o sujeito que existe além do sintoma é um dos papeis da psicologia e os grupos de Ouvidores de Vozes surgiram com um propósito pautado na reversão dos processos de estigmatização e institucionalização, incentivando autonomia, autoconsciência e psicoeducação. Este estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura e teve como objetivo investigar impactos desses grupos na qualidade de vida e as possibilidades de ressignificação da experiência de ouvidores no Brasil. Como resultado da pesquisa, pôde-se observar benefícios na vida dos participantes, como oportunidade de legitimação do fenômeno e do sofrimento por pessoas que vivem situações similares; além de ser rede de apoio, autoconhecimento e espaço de busca por estratégias para lidar com as vozes. Evidenciou-se também a atuação da psicologia na promoção de grupos como força potencializadora de mudanças individuais e coletivas. Apesar dos impactos positivos encontrados, notou-se que existem desafios culturais considerando a sociedade brasileira. Contudo, já é possível evidenciar uma bibliografia crescente no país, além de um número também crescente de grupos de ouvidores de vozes, mostrando que essa abordagem tem espaço para expansão.
Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: PSICOLOGIA
Ano: 2025
Cutter: H373
Publicação: 26-08-2026
Nº Páginas: 30
Autores:BÁRBARA SANTOS CUNHA (eubarbaracunha@gmail.com)
LARA FIGUEIREDO HAUN (haunlaraf@gmail.com)
Orientadores:
M.Sc. RAFAELA SANTOS DE CARVALHO
(Lattes)
Palavras-Chave: - Despatologização
- movimento intervoice
- ouvidores de vozes
- psicologia
- SAÚDE MENTAL
Keywords: - Depathologization
- hearing voices
- intervoice movement
- Mental health
- psychology