O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição
neurodesenvolvimental caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade,
impactando significativamente o desempenho acadêmico, social e emocional dos
indivíduos. A metodologia adotada consistiu em uma revisão integrativa da literatura,
incluindo artigos nacionais e internacionais publicados nos últimos dez anos,
abordando intervenções farmacológicas, psicossociais, comportamentais,
acadêmicas e familiares voltadas para o manejo do TDAH. Os resultados indicam que
intervenções multimodais, que combinam tratamento farmacológico com abordagens
psicossociais, são mais eficazes na redução dos sintomas centrais do TDAH, como
desatenção, impulsividade e hiperatividade, além de promover melhorias na qualidade
de vida, cognições funcionais e habilidades socioemocionais. No contexto escolar,
estratégias comportamentais proativas e reativas, reforço simbólico, atenção
diferencial do professor, instruções claras e acompanhamento individualizado
demonstraram reduzir comportamentos disruptivos e aumentar o engajamento
acadêmico. No ambiente familiar, a criação de rotinas estruturadas, comunicação
aberta, reforço positivo e participação ativa em parceria com a escola e profissionais
de saúde contribuíram para a consistência das intervenções e para o desenvolvimento
de habilidades de autorregulação e autonomia. Conclui-se que o manejo do TDAH
requer uma abordagem individualizada, contínua e multidimensional, integrando
recursos farmacológicos, psicossociais, escolares e familiares. As intervenções
terapêuticas não apenas minimizam os sintomas do transtorno, mas também
promovem o desenvolvimento cognitivo, emocional e social, garantindo maior
funcionalidade do indivíduo em diferentes contextos de vida.