Nesse contexto, o estudo de Oliveira et al. (2024), que analisa a implementação do "Programa de Parto Adequado" em hospitais privados brasileiros, oferece uma importante contribuição. A revisão revela que a incorporação de práticas humanizadas não ocorre de forma homogênea, sendo influenciada por fatores institucionais, culturais e profissionais. Há resistência à adoção de práticas centradas na autonomia da mulher, mesmo em ambientes privados, o que reforça a importância de políticas públicas que garantam direitos básicos, como o acompanhamento durante o parto. O estudo também destaca que a adesão às práticas humanizadas depende da liderança institucional, da formação das equipes e da abertura para incorporar saberes diversos, o que dialoga diretamente com a necessidade de um compromisso institucional real com a equidade. A humanização do parto, especialmente o cesáreo, deve ser vista como uma ferramenta de transformação social, capaz de romper com estruturas de poder que historicamente excluem e silenciam determinadas populações. Promover justiça reprodutiva é garantir que todas as mulheres tenham o direito de viver a maternidade com segurança, respeito e dignidade. Isso só será possível com a construção de políticas inclusivas, com formação contínua das equipes de saúde e com a valorização das experiências e saberes das mulheres, especialmente aquelas que historicamente foram marginalizadas pelo sistema de saúde
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Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: ENFERMAGEM
Ano: 2025
Cutter: O48h
Publicação: 03-08-2026
Nº Páginas: 35
Autores:
CLEBER SILVA DE OLIVEIRA (---)

Orientadores: 
M.Sc. CAROLINY MACEDO DOS REIS (Lattes)

Palavras-Chave: 
  •  Qualidade
  • maternidade
  • populações
  • Publicação
  • responsabilidade
Keywords: 
  •  CHILDBIRTH
  •  Literature
  •  promoting
  •  understand
  • humanization