A Himatanthus sucuuba é uma espécie amazônica conhecida pela diversidade de metabólitos secundários, destacando-se os triterpenos pentacíclicos como Alfa (α-) e Beta (β-) amirina, que possuem propriedades farmacológicas significativas, incluindo atividades anti-inflamatória, antioxidante, hepatoprotetora e gastroprotetora. Este estudo objetivou analisar, por meio de métodos in silico, o perfil farmacocinético, toxicológico e a capacidade gastroprotetora dessas duas formas de amirina. Para isso, foram utilizadas ferramentas computacionais como ADMETlab 3.0, PASS online e DockThor. As análises físico-químicas indicaram que as amirinas apresentam alta lipofilicidade, boa permeabilidade e estabilidade térmica, porém baixa solubilidade em meio aquoso e forte ligação a proteínas plasmáticas. Elas respeitam a regra de Lipinski, sugerindo viabilidade farmacológica, mas o perfil toxicológico aponta para risco moderado a alto de genotoxicidade, hepatotoxicidade, nefrotoxicidade e carcinogenicidade, indicando a necessidade de validação experimental. No PASS online, as moléculas demonstraram alto potencial farmacológico, principalmente nas atividades gastroprotetora, hepatoprotetora, anti-inflamatória e na promoção da insulina, sendo a forma α ligeiramente mais ativa. O docking molecular revelou afinidade considerável das amirinas pelo receptor TRPV1, com energia de ligação similar à capsaicina, sugerindo um mecanismo de modulação negativa do receptor, implicado na gastroproteção e redução da inflamação. Em resumo,as amirinas são potenciais protótipos naturais para desenvolvimento de fármacos, mas exigem otimizações estruturais e estudos adicionais in vitro e in vivo para garantir segurança e eficácia terapêutica.