INTRODUÇÃO
A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica e autoimune
que afeta principalmente adultos jovens, sendo mais comum entre mulheres de
20 a 50 anos. Caracteriza-se pela destruição da bainha de mielina, prejudicando
a condução dos impulsos nervosos e provocando lesões no sistema nervoso
central (SNC). Essas lesões, chamadas de placas escleróticas, afetam
principalmente a substância branca, o tronco encefálico e a medula espinhal,
resultando
em
(httpPinheiro.B(2023)
sintomas
motores,
sensoriais
e
psicológicos.
Entre os sintomas mais debilitantes estão a fadiga, dor, depressão e
ansiedade, que impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes. A EM
não possui cura, mas o tratamento visa controlar a progressão da doença e
aliviar os sintomas por meio de medicamentos modificadores da doença,
tratamentos para surtos e terapias de suporte. (KARGARFARD, 2018)
Nos últimos anos, terapias complementares, como a hidroterapia, têm
ganhado destaque como suporte à reabilitação de pacientes com EM. A terapia
aquática utiliza propriedades da água como flutuação, pressão hidrostática e
resistência para permitir a realização de movimentos com menor impacto
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articular, promovendo ganhos em equilíbrio, coordenação e força muscular.
resistência para permitir a realização de movimentos com menor impacto
articular, promovendo ganhos em equilíbrio, coordenação e força muscular.(DE
LA CRUZ, S.P, 2017)
Estudos têm mostrado que a hidroterapia melhora a funcionalidade, a
resistência física e a capacidade cardiovascular dos pacientes. No entanto, a
sensibilidade ao calor, comum entre portadores de EM, exige cuidados com a
temperatura da água e do ambiente.(GARCIA, M.K.et al 2012)
A água também beneficia o sistema cardiorrespiratório, favorecendo
trocas gasosas e fortalecendo a musculatura respiratória. Sua ação sobre o
sistema renal e circulatório também auxilia na redução de edemas,
especialmente nos membros inferiores. A facilidade de executar movimentos que
seriam difíceis fora da água contribui diretamente para o equilíbrio e a evolução
postural dos pacientes. (AME, 2014).
A hidroterapia elabora-se de um importante meio fisioterapêutico na
restauração de diversas disfunções (Carrol et al., 2017; Pedrosa et al., 2019;
Schlemmer, Vendrusculo e De Macedo Ferreira, 2019; Zhu et al., 2017).
Para que tais avanços funcionais sejam obtidos, o benefício trazido pelos
exercícios em meio aquático é a facilidade de efetuar movimentos de difícil
execução em solo (De La Cruz, 2017) porque, auxiliam no benefício do equilíbrio
e permitem evolução na qualidade funcional postural.
Entre as técnicas utilizadas destacam-se o método Halliwick — com foco
em respiração, força muscular e equilíbrio — e o método Bad Ragaz, que utiliza
flutuadores e movimentos baseados na facilitação neuromuscular proprioceptiva.
(Biasoli e Machado, 2006).
Diante desses potenciais benefícios, esta pesquisa propõe-se a realizar
uma revisão literária sobre os efeitos da hidroterapia como método de
reabilitação voltado à funcionalidade de pacientes com esclerose múltipla.
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MATERIAS E MÉTODOS
Este estudo refere-se a uma revisão bibliográfica sistemática de literatura
de caráter qualitativo sobre fisioterapia aquática para pacientes com Esclerose
Multipla (EM)
Foi realizada uma revisão bibliográfica de trabalhos científicos publicados
entre os anos de 2014 a 2023. Para tanto, baseou-se nos seguintes descritores:
“esclerose múltipla”, “epidemiologia”, “multiple sclerosis” e “manejo clínico”. Os
artigos estavam disponíveis em bases de dados acadêmicos virtuais, como
Google Acadêmico, Scielo, Biblioteca Virtual em Saúde, UpToDate e PubMed.
Este estudo foi realizado a partir do dia 28.07.25 até 31.08.25.