Este estudo teve como objetivo analisar os riscos psicossociais que afetam a saúde mental das mulheres no mercado de trabalho, comparando diferenças por setores ocupacionais e mapeando estratégias de promoção da saúde e prevenção do adoecimento. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em publicações científicas indexadas nas bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico, no período de 2020 a 2025. Os resultados evidenciam que as mulheres estão expostas a condições laborais adversas, marcadas por desigualdades estruturais como a segregação ocupacional, a persistência do teto de vidro, a disparidade salarial e a sobrecarga da dupla ou tripla jornada. Tais fatores configuram-se como riscos psicossociais centrais, correlacionando-se significativamente com a maior prevalência de transtornos mentais como a síndrome de burnout, ansiedade, depressão e estresse pós-traumático entre as trabalhadoras. A análise setorial identificou que os setores da saúde e da educação, majoritariamente feminizados, apresentam contextos específicos de desgaste, agravados pela ideologia do cuidado como vocação feminina e pela desvalorização profissional. Conclui-se que a promoção da saúde mental das mulheres trabalhadoras exige intervenções multifatoriais, articulando políticas públicas de apoio, práticas organizacionais equitativas, redistribuição das responsabilidades domésticas e fortalecimento de redes de apoio psicossocial, visando transformar ambientes laborais em espaços de emancipação e não de adoecimento.
Palavras-chave: Desigualdade de gênero; Adoecimento psicológico, Jornada dupla, Ambientes laborais
Tipo De Obra: TCC
Classificação Temática: PSICOLOGIA
Ano: 2025
Cutter: C163r
Publicação: 24-07-2026
Nº Páginas: 39
Autores:ANNY KAROLINE ROCHA QUIRINO MARTINS (karoline_rochaquirino@hotmail.com)
SEILDES GEISA SAMPAIO MELO (geisa1302@hotmail.com)
ANNE KELLY CALLOU (---)
Palavras-Chave: - Adoecimento Psicológico
- Ambientes laborais
- desigualdade de genero
- Desvalorização salarial
- Jornada dupla
Keywords: - double shift
- GENDER INEQUALITY
- Psychological Illness
- Salary devaluation
- Work environments