O envelhecimento populacional tem crescido de forma expressiva nas últimas décadas, exigindo maior atenção dos sistemas de saúde, especialmente na prevenção e no controle das doenças crônicas não transmissíveis. Nesse contexto, a alimentação adequada desempenha papel essencial na promoção da saúde, na preservação da funcionalidade e na melhoria da qualidade de vida dos idosos. A nutrição equilibrada, baseada em alimentos in natura e minimamente processados, contribui para o controle metabólico, a manutenção da massa muscular e a prevenção de carências nutricionais. Além dos aspectos fisiológicos, fatores psicossociais como solidão, luto, aposentadoria e limitações financeiras também exercem influência sobre os hábitos alimentares e o estado nutricional nessa fase da vida. Objetivo: Identificar estratégias alimentares recomendadas para a população idosa. Realizou-se uma revisão narrativa da literatura, com análise de publicações dos últimos dez anos que abordam a relação entre alimentação e saúde do idoso, buscando reunir evidências sobre práticas e condutas nutricionais eficazes. Resultados principais: Verificou-se que uma dieta equilibrada, rica em fibras, vitaminas, minerais e proteínas de alto valor biológico, associada à redução do consumo de açúcares simples e gorduras saturadas, é essencial. Estratégias como o fracionamento das refeições, o incentivo à ingestão hídrica, a atenção à saúde bucal e o estímulo ao preparo de alimentos frescos mostraram-se eficazes para a adesão alimentar. Conclui-se que a alimentação do idoso deve ser planejada individualmente, considerando aspectos fisiológicos, emocionais e sociais. A atuação do nutricionista é fundamental para promover educação alimentar, prevenir doenças e garantir autonomia e bem-estar.